Vou e não Voto

o relato de weferson overlock

terça-feira, maio 02, 2006

fim do recesso

De repente, lembrei que tinha um blog. Valhei-me meu padinho Ciço! A última postagem foi em agosto de 2005?! De lá pra cá, são exatos 9 meses. Aí, não tinha como fugir...alguma coisa (post) tinha que ser parida, né? O pior é que eu nem lembro quando, como e onde engravidei. Nem quem é o pai eu sei! Será que é do Giro Cultural? Universo? Rádio de Outono? Opa! Devasso não. Proletário, proletário...
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quinta-feira, agosto 18, 2005

O banheiro e sua culturalidade

Feliz é a mulher do saci, pois, no dia que ela levar um chute na bunda, quem se fode é ele.
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terça-feira, junho 21, 2005

Ou vai ou racha

Ao contrário da Nossa Senhora da Aparecida, o São João é o feriado religioso onde pode ser encontrado o maior número de lendas por fogueira quadrada do universo. É tanta que deveria haver curso preparatório de São João. Ministrado pelo próprio João. Será que já existe no Senac? Afoitezas a parte, se ninguém entra no mar sem saber nadar, com o as festas juninas não poderia ser diferente. Tem que saber proceder até nos alaventus e anarriêis. Mas como João não vai poder lecionar, pois, deve está ocupado tentando distrair São Pedro para que um aguaceiro não acabe a festa, segue algumas dicas para que todos saiam ilesos e contentes dessa ‘rave católica’.

Primeira: fazer uma fogueira. Um motivo é que sem fogueira não tem milho na brasa e, nem brasa para acender os peidos de véia, as bixas aliadas, bombas cordão e os três tiros de canhão. Para os menores de 10 anos, estrelinhas. Foguinho de artifício mais sem graça... Outro é que se não acender a fogueira, O CÃO vai ficar rondando a casa. Vai encarar? Aborrecer a besta fera não é aconselhável. Que ‘mêda’. Fogueira armada e queimando é bom tomar algumas precauções para evitar problema aberração. Até porque a fogueira é do CÃO, não sua. O CÃO é gente boa, mas não gosta de ser atiçado. Portanto:

1- Não cuspa no fogo se não quiser adoecer do pulmão. No mínimo uma pneumoniazinha.
2- Se você adora acordar cheirando à azedo, molhadinho à xixi, brincar com fogo é uma ótima pedida. Mas se você é daqueles que não apreciam o ‘mijar na cama’, evite. Senão, o colchão vai ter que secar no Sol.
3- Pior do que urinar na cama é ‘xixizar’ no fogo. Para esses, O CÃO lhes reserva uma doença nos rins. Ui!
4- Dizem também que queimar o cabelo na fogueira a pessoa fica doida. Isso eu já não sabe se é verdade. O CÃO não falou a respeito. Se for, o lado bom é que economiza-se na cerveja. Mas não no shampoo.

Ainda sobre os fogueais, passar sobre uma fogueira em formato quadrangular é uma ótima oportunidade para fazer uma anedota do tipo: Tá no rato, né?! Reza a lenda que os chiqueirinhos (base quadrada da fogueira) é para reverenciar Santo Antônio. O santo casamenteiro. Provavelmente na expectativa que ele resolva os problemas estéticos da humanidade. Mas Toinho não tem nada haver com isso não. Solteirice não é problema São, é problema Seu. Um cabeleireiro resolve isso em 3 tesouradas.

Mas tem gente que prefere ir pelo lado mais complicado. Ao invés de fazer uma masagem capilar, atiram para o lado das canjicas. E o que o derivado do milho tem haver com a falta de um banho de loja? Se a especiaria de milho contiver uma aliança dentro, a coisa muda de figura. Quem receber o pedaço ‘recheado’ da canjica, pode avisar ao padre que vai ter festejo. Se não tiver canjica, nem perfume do O Boticário para laçar o pretendente pelas narinas, a solução é : bananeira.

Ingredientes:


- Uma bananeira
- Um fação virgem (sem trocadilhos)
- Uma oração Salve-Rainha (aquela que faz assim: Salve Rainha, Mãe misericordiosa, vida, doçura e esperança nossa, salve!)

Modo de preparo:

- Plante uma bananeira (A planta, não exercicio fisioterápico. Se não quiser esperar 2 anos para ela crescer, pode procurar a bananeira do vizinho, sem trocadilhos novamente)
- Segura-se a faca
- Reze a Salve-Rainha
- Enfia-se a faca na bananeira
- Tchan, tchan, tchan, tchan!
- As iniciais do "escolhido" aparecerão no leite que escorre da planta.
- Contrate um alfaiate

Se o leitinho da bananeira 'fuleirar', pode-se aproveita a mesma reza num outro esquema para descobri as inicias do companheiro de altar. É até mas simples, só precisa de uma bacia, água e vela. E fósforo para acender a vela, é claro. Ou, um pedaço de brasa da fogueira. O CÃO libera. Primeiro passo: encha a bacia d'água. Segundo: Rezar a Salve-Rainha até "nos mostrai". Terceiro: deixe cair alguns pingos da vela dentro da água, até formar letras. Pronto! Serão as iniciais da pessoa com quem irás dividir as escovas. Mais simples do que descobri as iniciais, seria descobrir os números da Megasena. Ia chover marido e ‘marida’.

A dúvida do ‘será que eu vou encalhar’ também pode ser esclarecida através de um pirão. Quem poderia imaginar que um pirão tivesse poderes sobrenaturais? Mas não é um pirão qualquer. Ele tem que ser confeccionado na noite de 'Seu João' e, tem que ter um caroço de milho dentro dele. Apenas um caroço, pra não dá rebordosa. Sim, tem que colocar o caroço com os olhos fechados. Não vale brechar. Depois, divide-se o pirão em três porções e, coloca uma na porta da rua, outra sob o leito e a terceira na porta do quintal. Mas se o ‘encalhado’ morar em apartamento? Serve a porta do Toilet? O resultado: Se o trombadinha não comeu o pirão que tava na porta da rua e, o caroço estiver nele, abra a Cidra Cereser. Se a véia que tava debaixo da cama também não comeu o pirão que tinha o caroço, vai rolar casório, mas vai ser com uma demora ‘da gota serena’. Se o caroço tiver na porção que estava na porta do quintal (ou do banheiro), pode dá descarga e esperar a reencarnação.

Voltou do arraial, nem um ‘selinho’, zero a zero? O lance é apelar para um coquetel de simpatias. A chave, A espiga de milho e Os nós na ponta do lençol. A chave e a espiga põem-se embaixo do travesseiro. No lençol dão-se nós nas suas quatro pontas com o nomes dos pretendentes escrito em cada ponta. Seja coerente, Brad Pitt ou Catherine Zeta Jones são feios e moram longe. Salve-Rainha na cabeça para validar o serviço. O que seria das simpatias se a rainha cobrasse honorários? Três chances de dá certo: 1- No sonho, um indivíduo abrir uma porta, se não for um ladrão, é o futuro esposo (a); 2- No sonho, o rapaz (ou moça) oferecer uma espiga, se não for o vendedor de milho, é o danado (a); 3- O nó que tiver desmanchado ao amanhecer, será o dito cujo. Mas se acontecer de um abrir a porta, outro lhe dá um espiga de milho e 3 nós estiverem desatados, lembre-se que poligamia no Brasil é crime. Nenhuma das investidas acima citadas deu vencimento? Tente o Orkut.
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terça-feira, abril 19, 2005

Juá com jaborandi e jojóba.

Tem coisas nas vida que não precisa ser tão burocrática. Deixar o cabelo crescer por exemplo. A dificuldade desta empreitada para aqueles que tem madeixas que mais lembram macarrão pré-cozido é árdua e estressante. E este é o meu caso. Acho inclusive que a falta de concentração para as demais coisas da vida, como trabalhar e escrever para um blog, é diretamente proporcional ao tamanho do pêlo. Quanto mais ele cresce, mais eu fico aluado. Sansão é a maior mentira da humanidade, garanto. Tenho que confessar inclusive, que bati com o carro por culpa da juba. Não contarei os detalhes.

Desde de pequeno eu sempre era lembrado pelo o que carregava em cima da cabeça. Até os 13 anos, lindos fios louros de cabelo fino. Com 14 era um boné do Chicago Bulls, até porque era moda. Com 15, o do New York Yankees, também era moda. Passei para ‘esquerda’ e comecei a usar um do time de hockey: Mighty Ducks.

Lá vai o Crespo! Queria muito que fosse alguma analogia ao jogador da Argentina. Mas não, aos 18 anos esse trocadilho me tirava do sério. Será que eu posso culpar a puberdade? Ou eu devo processar o Chicago Bulls, o Yankees e Mighty, tudo de uma vez ? Posso ficar rico, né?

Agora me chamam de anjinho. Mai fressssssco. Se bem que é melhor ser chamado de anjinho do que de ‘pouca telha’, provavelmente minha próxima fase. Pelo menos eu já sei a quem vou pedir indenização: o Mr. Marivaldo Rodrigues Crócia, meu pai.

Eu também sei que com 24 anos meu cabelo está... Opa! Arranquei um fio aqui. 9cm?!!! Puta merda! 8 meses que deixo essa caceta crescer e só tá com nooove centímetros!! Desisto.
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segunda-feira, março 21, 2005

Calhau ( Versão do Diretor)

Ouvindo o que vê

Visão, audição, tato, olfato, paladar. Os tais cinco sentidos que nos falavam os livros de ciências da sexta série. Para cada sentido, uma percepção relacionada diretamente a uma parte do corpo humano. Mas sem qualquer correlação entre si, correto? Errado. Com a palavra, a jornalista Karina Ferreira Namorada de Galo: "Aquela música do Depeche Mode, Enjoy The Silence, me lembra a cor roxa, por que eu não sei. Sempre notei essa sensação". O Giro Cultural, sabido que é, explica a Karina o porquê. Karina, você precisa ser forte. Seu quadro clínico é sinestesia.

A madame Ferreira sofre do mesmo mal que cada um dos chamados seres humanos devem ter passado um dia, quiçá, diariamente. Sinestesia, segundo o ‘pai dos burros’, é um substantivo feminino relativo à psicologia que significa: Relação subjetiva que se estabelece espontaneamente entre uma percepção e outra que pertença a um domínio de um sentido diferente. Simplificando: uma mistura de sensações. Coisas do tipo, ler um texto e lembrar de um desenho, sentir um cheiro e lembrar da festa da semana passada, ouvir uma música e pensar em alguém, tocar nesse alguém e lembrar de outro alguém... ops! Mas tudo isso é absolutamente normal, para não dizer sensacional.

O que seria dos escritores sem este ‘curto-circuito’? Fala aí Mr. João Guimarães Rosa: "A vista-se o grito das araras." Sua vez, Alphonsus de Guimarães: "Tem cheiro a luz da manha nasce .../ Oh sonora audição colorida do aroma". Bendita Sinestesia.

A sinestesia tem o poderoso poder de promover um consultor de informática a poeta em segundos.

Quando ouço techno...

Lembro do cheiro de fumaça
Do gosto do whisky
Da textura de beijo na boca no escuro
Vontade de dançar e esquecer mundo
Do cheiro de perfume no pescoço
Da voz suave e molhada no ouvido

(Jorge Serrano, ex- ‘consultor de informática’ )

Escreveríamos uma ‘bíblia’ se fôssemos exemplificar cada inusitada sensação causada por este devaneio apelidado de sinestesia, como o relato da estudante de administração Sarah Valença: "Eu tinha uns 10 anos e quando eu ouvia a vinheta do Bom Dia Brasil, chega dava um frio na barriga, uma tristeza. Pois era meu pai assistindo TV na sala, esperando eu e minha irmã nos arrumarmos pra nos levar para escola". Mas como nosso tempo é curto, deixemos esta prosa para uma outra ocasião.

Até porque, a sinestesia que age neste exato momento sobre este humilde estagiário não é muito interessante, a cada letra digitada lembro da expressão fechada da minha chefa cobrando este texto que deveria está pronto desde a semana passada. Maldita sinestesia

Versão para o publico com direito a fotinhas: www.girocultural.pe.gov.br
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segunda-feira, janeiro 31, 2005

sem reais

Hoje é o ultimo dia da liquidação do Shopping Center Recife, mas de liquidação mesmo não tem nada. Meu 'eu' consumista puxou-me pela gola (desbotada), na sexta, para conferir o 'leva tudo'. Decepção da porra, como eu disse, necas de pitibiriba. Mas já que tava lá mesmo, vamos gastar. Saldo: 100 pilas= uma camiseta by Riachuelo, duas bermudas ( bacanas é verdade) e um kit 3 cuecas. Mas não fiquei satisfeito.

Ai me perguntei: o milagre da multiplicação do real tá valendo é agora, heim Deus pai? Mentalizei mentalizei e... meus 100 royales tranformou-se em:

3 creditos no Cruisin the World e 2 no Street Fighter V.s Marvels
2 encordoamentos pra guitarra - 013
3 berrmundas seaway ( duas para 'surfar'...faz me rir. E outra pra sair)
1 lanche rochedo na bobs
3 horas no boliche
1 camisa da bilabong( infelizmente eram as mais bacanas)
1 camiseta bilabong ( // )
1 calça de rip curl ( // )
1 molicha fera pra viagem
1 perfume tipo: vão cheirar meu cangote ( só para meninas)
1 chinelo confortável que dure ( opanka ta valendo)
1 tênis que também dure
1 um disco do paviment ( pra curtir depois da jornada)

Juro(!)

Tá bom, tá bom... minha mãe ta dizendo que se eu continuar mentindo meu nariz vai crescer.
Como não rolou milagre de porra nenhuma, gastaria R$973,50 pra levar tudo que eu queria( nada de espetacular, vide lista acima). Não tou mentido, juro. Eu acho inclusive , na vera, que essa conversa de liquidação deveriar ser proibida. Essas coisas enganosas causam traumas irreverssíveis.

Ex:

Você sai de casa com uma esperança da porra de dar um upgrade no guarda roupas, passa em frente a uma loja, vê umas vestimentas interressantes e por trás da vitrine uma vendedora também interessante olhando pra vc, sorrindo e lhe convidando pra entrar :

- Boa tarde!

- Boooooa!

- Queria ver umas calças em promoção?

- Temos umas lindas aqui, a sua cara! ( por mais que seja uma vendedora você sempre acredita. E tavez por isso é vendendora)

- São bacanas mesmo, quanto custam ?

- A partir de 120 reias?

- Nossa!

- Muito bom o preço, né?!!

(nesta hora você engole o choro)

- éééé .... (meio sem graça)

Com um sorriso de dá agonia ela pergunta: então vamos levar ?

- É porque... ( gagueijando)

- Eu tô desprevinido aqui, só to com cem reias...

- Mas aceitamos todas os cartões , débito e crédito.

( ai você lembra que tá tudo no vermelho)

- Você acredita que nas pressas eu esqueci todos em casa...?

- Tem problema não, vou falar com minha gerente pra ela te dar um desconto, joia?

- Mas, mas...

- Pronto vai ficar por 100 reais. Só pra você, viu?!! (por mais que seja uma vendedora você sempre acredita. E talvez por isso é vendendora)

Você tira os unicos 100 mirreis da carteira e entrega pra gatinha, na esperança de pegar o telefone dela.

- Obrigado volte sempre!

- De nada...!! Vem cá, posso lhe pedir um coisa?

( ai você lembra do estacionamento)

- Me empresta um passe...?



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sábado, janeiro 29, 2005

deveras estou sem escrever aqui

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